sábado, 5 de abril de 2014

Diálogos I

Desci ao profundo, mergulhei na escuridão, atravessei o deserto. Perguntei aos grandes sábios, reli os profetas, os evangelhos, Freud, Nietzsche. A mesma pergunta que se fez Fhilip Yance em "Para que serve Deus", também fiz e observei respostas diferentes para problemas insondáveis. Talvez esteja procurando respostas em lugares e teorias humanas demais! Talvez seja melhor subir aos céus! Mas qual é mesmo o caminho? Como entrar no santíssimo e não ter corda amarrada aos pés? Pode ser falta de fé, angústia, depressão. E a resposta é não, não e não. Então, nesta altura da vida vejo que as perguntas é que podem estar erradas.  E terminar uma tese com hipóteses erradas é o mesmo que atirar-se do pináculo esperando que anjos venham impedir a queda! Perguntas erradas, hipóteses improváveis! Como não sentir-se preso à caverna platônica? Uma vida inteira guiada por sombras! Por alegorias do passado! Por sábios loucos com respostas erradas a perguntas sinceras! Se for o vazio, a escuridão e o esquecimento que há na morte que temo, então, qual seria a pergunta correta?



Pb. C. A. Batista

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